Dignitas: Revista Internacional do Instituto Brasileiro de Direito e Religião https://dignitas.ibdr.org.br/index.php/dignitas <p><strong>Área de concentração:</strong> é uma revista multidisciplinar, incluindo os campos do direito – especificamente do direito religioso –, filosofia política, teologia, história, economia e cultura, com foco na relação entre o direito, a religião e a política, no contexto do Estado laico e plural contemporâneo.</p> <p><strong>Público-alvo:</strong> público acadêmico e profissional interessado no estudo dos temas supra mencionados, além de líderes e agentes sociais, religiosos ou políticos que pretendem qualificar a sua atuação comunitária, social e política, sob uma perspectiva que sublinha o papel do saber e da prática religiosa e teológica, na construção do bem comum.</p> <p><strong>Periodicidade:</strong> semestral.</p> <p><strong>ISSN:</strong> 2764-2399</p> <p> </p> Instituto Brasileiro de Direito e Religiao pt-BR Dignitas: Revista Internacional do Instituto Brasileiro de Direito e Religião 2764-2399 Expediente https://dignitas.ibdr.org.br/index.php/dignitas/article/view/120 Gustavo Adolfo Pedrosa Daltro Santos Copyright (c) 2025 Dignitas: Revista Internacional do Instituto Brasileiro de Direito e Religião https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2025-09-05 2025-09-05 4 2 Editorial https://dignitas.ibdr.org.br/index.php/dignitas/article/view/121 Gustavo Adolfo Pedrosa Daltro Santos Copyright (c) 2025 Dignitas: Revista Internacional do Instituto Brasileiro de Direito e Religião https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2025-09-05 2025-09-05 4 2 A Liberdade de Consciência e o Direito ao Voto: https://dignitas.ibdr.org.br/index.php/dignitas/article/view/105 <p>O Presente artigo visa analisar o ordenamento jurídico brasileiro, bem como suas garantias à Liberdade de Consciência e liberdade religiosa, sob o prisma do conflito entre Direito ao Voto, que hoje ocorre nos domingos, e o direito À liberdade de consciência daqueles que observam o domingo como dia santo. Para isso, o artigo abordará de modo breve os pressupostos jurídicos e teológicos da temátia, passando por uma análise constitucional e, ao final, propondo uma nova discussão sobre soluções a este conflito.&nbsp;</p> Mateus Guarnieri Do Amaral Rodrigues João Vitor Cerqueira Alves Copyright (c) 2025 Dignitas: Revista Internacional do Instituto Brasileiro de Direito e Religião https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2025-09-05 2025-09-05 4 2 5 22 10.37951/dignitas.2024.v4i2.105 A Objeção de Consciência nas Forças Armadas: Um Estudo Comparado entre Brasil e Espanha https://dignitas.ibdr.org.br/index.php/dignitas/article/view/106 <p>Este estudo tem como objetivo investigar o desenvolvimento do direito à objeção de consciência no âmbito internacional e os seus desdobramentos no Brasil e na Espanha. Adotando uma metodologia explicativa, com estudos de caso via jurisprudência Brasileira (STF e TRF/3ª Região) e Espanhola (Tribunal Constitucional), o artigo utiliza um critério longitudinal para acompanhar a evolução legislativa do tema, e realiza um estudo comparado entre a situação da escusa de consciência no Brasil e na Espanha, com ênfase nas diferenças entre a Constituição Brasileira de 1988 e a Lei de Objeção de Consciência de 1984. O propósito do artigo é mostrar como o direito à objeção de consciência é garantido e os desafios que surgem ao equilibrar a liberdade de consciência com as necessidades das forças armadas de um País. A pesquisa aponta que, embora ambos os países reconheçam, em alguma medida, o direito à objeção de consciência, a aplicação prática desse direito difere substancialmente, refletindo as características políticas e sociais de cada nação.</p> Bárbara Alice de Santos Barbosa Copyright (c) 2025 Dignitas: Revista Internacional do Instituto Brasileiro de Direito e Religião https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2025-09-05 2025-09-05 4 2 23 42 10.37951/dignitas.2024.v4i2.106 Direito à Objeção de Consciência Religiosa: https://dignitas.ibdr.org.br/index.php/dignitas/article/view/107 <p>Este artigo examina o direito à objeção de consciência religiosa como direito fundamental consagrado na Constituição Federal de 1988 e sua interpretação pela jurisprudência brasileira. Analisa-se a liberdade de consciência e de crença, destacando a importância da objeção de consciência na proteção das convicções individuais frente a obrigações legais que as confrontem. O estudo explora a relação entre o Estado laico e a liberdade religiosa, e evidencia como a objeção de consciência se harmoniza com os princípios da laicidade brasileira.</p> <p>Destacam-se legislações nacionais, como a Lei nº 8.239/1991, e são examinadas decisões judiciais relevantes, incluindo casos envolvendo ministros religiosos e profissionais de saúde, ilustrando a aplicação prática desse direito e os desafios para a efetivação do direito fundamental a objeção de consciência religiosa.</p> <p>A pesquisa analisa a atuação do Supremo Tribunal Federal em casos emblemáticos, como a Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO) 26, discutindo como a Corte tem conciliado a proteção à objeção de consciência com a promoção de outros direitos fundamentais, como a igualdade e a não discriminação. Aborda-se a importância de protocolos institucionais que garantam o respeito às convicções individuais sem comprometer o acesso a serviços essenciais.</p> <p>Conclui-se que a preservação da objeção de consciência é essencial para a manutenção da dignidade humana e do pluralismo em uma sociedade democrática. O reconhecimento e a proteção desse direito fortalecem o compromisso do Estado com a tolerância, a diversidade e o respeito às convicções individuais, elementos fundamentais para a convivência harmoniosa em uma sociedade plural.</p> Alexandro Santos Oliveira Copyright (c) 2025 Dignitas: Revista Internacional do Instituto Brasileiro de Direito e Religião https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2025-09-05 2025-09-05 4 2 43 59 10.37951/dignitas.2024.v4i2.107 Ontologia e Condições de Operatividade da Objeção de Consciência https://dignitas.ibdr.org.br/index.php/dignitas/article/view/104 <p>O presente ensaio pretende investigar, analisar e considerar o modo de ser e as condições de operatividade da objeção de consciência, cuja importância reside no conflito – por vezes, muito dramático – entre a normatividade jurídica que impõe um agir e a normatividade ética ou moral que se opõe justamente a esse agir, sem somar a isso uma certa incontinência institucional do poder político, que, ultimamente, tem invadido inúmeros campos fronteiriços à consciência humana, impondo valores que nem sempre se coadunam com as demandas normativas próprias e elementares da natureza humana, quando não a contrariam. Nas linhas seguintes, será delineada a história e o conceito de objeção de consciência, além das categorias teóricas mais elementares envolvidas – poder político, consciência, liberdade, ética, verdade prática, democracia, pluralismo, legalidade e bem comum – e, a partir delas, procuraremos esclarecer os horizontes do conhecimento no tema da importância do direito à objeção de consciência, fazer emergir as tensões entre as esferas política e pessoal, suscitar limites de atuação de uma e outra e, ao cabo, desvelar os vínculos cooperativos entre estas duas órbitas existenciais, em prol da busca das condições de operatividade da objeção de consciência.</p> André Gonçalves Fernandes Copyright (c) 2025 Dignitas: Revista Internacional do Instituto Brasileiro de Direito e Religião https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2025-09-05 2025-09-05 4 2 61 85 10.37951/dignitas.2024.v4i2.104 Recusa na Produção Artística na Relação de Consumo e a Objeção de Consciência por Motivo de Crença pelo Empresário Individual: Licitude ou Ilicitude? https://dignitas.ibdr.org.br/index.php/dignitas/article/view/101 <p><span style="font-weight: 400;">A objeção&nbsp; de consciência e o direito do consumidor possuem equivalência valorativa constitucional, ambos previstos na Constituição e considerados direitos fundamentais. O Código de defesa do Consumidor atribui status de prática abusiva à recusa em atender a demanda do consumidor. Sendo assim, questiona-se: haveria alguma hipótese de recusa legítima de fornecedor de produtos ou serviços artísticos à demanda do consumidor? A recusa seria lícita ou não? Um empresário individual, como pessoa jurídica, poderia valer-se do direito à objeção de consciência na relação de consumo? Pretende-se responder às perguntas demonstrando a existência ou não de hipóteses de recusa legítima pelo método hipotético-dedutivo, indicando fonte normativa e doutrinária. </span></p> Julie Fernandes Copyright (c) 2025 Dignitas: Revista Internacional do Instituto Brasileiro de Direito e Religião https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2025-09-05 2025-09-05 4 2 87 93 10.37951/dignitas.2024.v4i2.101 A (Im)Possibilidade do Exercício do Direito Constitucional à Escusa de Consciência Pelas Pessoas Jurídicas Confessionais Católicas https://dignitas.ibdr.org.br/index.php/dignitas/article/view/108 <p>Desde o princípio, a existência humana é marcada pelo pensamento transcendental, cuja criação do homem e do mundo, a depender da crença individual, advém de um ser superior. A relação íntima entre o indivíduo com a divindade forma a identidade humana, além dos seus valores éticos e morais, pois pressupõe a obediência às leis divinas, muito embora se tenha dado a livre escolha àqueles que pretendem a graça divina ou a queda.</p> <p>Evidente que a crença no transcendente é indissociável à alma humana e, portanto, considerado um direito fundamental, cuja proteção é consagrada no texto constitucional, garantindo a sua inviolabilidade e a objeção de consciência no cumprimento de um dever contrário aos preceitos da crença religiosa.</p> <p>Contudo, muito embora a Constituição Federal tenha assegurado o direito à escusa de consciência aos indivíduos, nota-se que este direito não é aplicável às pessoas jurídicas, em razão de estar diretamente ligado à inviolabilidade da consciência do indivíduo, ou seja, de poder viver de acordo com a sua própria consciência.</p> <p>No entanto, há algumas pessoas jurídicas de caráter confessional cujo objetivo institucional é determinado pela doutrina, o qual está de acordo com seus valores de fé, moral, ética, princípios e finalidades, cujo cumprimento do dever violaria as regras da fé, como é o caso das instituições confessionais Católicas. </p> <p>Assim, neste trabalho, analisar-se-á a possibilidade ou não do exercício do direito constitucional à escusa de consciência pelas pessoas jurídicas de caráter confessional Católico.</p> Gabriela Neckel Netto Silvana Neckel Copyright (c) 2025 Dignitas: Revista Internacional do Instituto Brasileiro de Direito e Religião https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2025-09-05 2025-09-05 4 2 95 102 10.37951/dignitas.2024.v4i2.108 Ontologia e Condições de Operatividade da Objeção de Consciência https://dignitas.ibdr.org.br/index.php/dignitas/article/view/102 <p>O presente ensaio pretende investigar, analisar e considerar o modo de ser e as condições de operatividade da objeção de consciência, cuja importância reside no conflito – por vezes, muito dramático – entre a normatividade jurídica que impõe um agir e a normatividade ética ou moral que se opõe justamente a esse agir, sem somarmos a isso uma certa incontinência institucional do poder político, que, ultimamente, tem invadido inúmeros campos fronteiriços à consciência humana, impondo valores que nem sempre se coadunam com as demandas normativas próprias e elementares da natureza humana, quando não a contrariam.</p> <p> Nas linhas seguintes, delinearemos a história e o conceito de objeção de consciência, além das categorias mais elementares envolvidas – poder político, consciência, liberdade, ética, verdade prática, democracia, pluralismo, legalidade e bem comum – e, a partir delas, procurar esclarecer os horizontes do conhecimento no tema da importância do direito à objeção de consciência, fazer emergir as tensões entre as esferas política e pessoal, suscitar limites de atuação de uma e outra e, ao cabo, desvelar os vínculos cooperativos entre tais órbitas existenciais, em prol da busca das condições de operatividade da objeção de consciência.</p> André Gonçalves Fernandes Copyright (c) 2025 Dignitas: Revista Internacional do Instituto Brasileiro de Direito e Religião https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2025-09-05 2025-09-05 4 2 103 108 10.37951/dignitas.2024.v4i2.102